Relato neste Blog o trabalho com Formação de Professores para inclusão dos Recursos Tecnológicos no processo de Ensino Aprendizagem. São ações do ProInfo Integrado e programas de formação de professores UAB/UFSM.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

WebQuest



A Inclusão das TIC no processo de ensino-aprendizagem depende, além dos conhecimentos básicos do professor sobre os recursos tecnológicos e de aplicativos, software e recursos educacionais, da exploração didática que o professor faz de cada recurso, da visualização de possibilidades (das potencialidades) do recurso e adaptações que pode realizar com os mesmos.
Um exemplo desse conhecimento são as maneiras como uma WebQuest pode ser explorada nas atividades didáticas. A WebQuest, que é um roteiro de pesquisa, pode ser transformada em grandes desafios para o estudante que irá pesquisar e realizar atividades diferenciadas para  adquirir/melhorar o conhecimento sobre o tema em estudo. De um simples roteiro pode ser transformada em trabalho colaborativo, instigante e que exija criatividade, dependo para isso das Tarefas criadas pelo professor. “A Tarefa é a parte mais importante de uma WebQuest. Propor um tema que promova a discussão, saia do convencional e relacione com o contexto, exige grande reflexão por parte dos autores de uma WebQuest” (SALATESKI E PEREIRA, 2010, p. 9).

Bernie Dodge, que criou a metodologia de WebQuest em 1995, estruturou a mesma com os seguintes  atributos: Introdução, Tarefa, Processo, Recursos, Avaliação e Conclusão. Atualmente o atributo Tarefa já é substituído por Desafios e o Processo pode ser acoplado com os Recursos. 

Mapa Mental sobre WebQuest- Mara Denize Mazzardo
Abar & Barbosa (2008, p.11) conceituam WebQuest como  “uma atividade didática, estruturada de forma que os alunos se envolvam no desenvolvimento de uma tarefa de investigação usando principalmente recursos da Internet”. O grande número de informações disponíveis na Internet exige que o trabalho de pesquisa seja orientado pelos professores. Crianças e jovens que recebem livre acesso à informação sem direcionamento, com freqüência são incapazes de distinguir entre o importante, o trivial, o inadequado e o simplesmente errôneo (ARMSTRONG e CASEMENT, 2001).

O desenvolvimento de WebQuest pelos alunos é uma forma de iniciação científica, pois

Como usuário da rede de informações, o aluno deverá ser iniciado como pesquisador e investigador para resolver problemas concretos que ocorrem no cotidiano de suas vidas. A aprendizagem precisa ser significativa, desafiadora, problematizadora e instigante, a ponto de mobilizar o aluno e o grupo a buscar soluções possíveis para serem discutidas e concretizadas à luz de referenciais teórico-práticos (BEHRENS, 2000, p.77).


WebQuest “é uma metodologia que cria condições para que a aprendizagem ocorra, utilizando os recursos de interação e pesquisa disponíveis ou não na Internet de forma colaborativa. É uma oportunidade de realizarmos algo diferente para obtermos resultados diferentes em relação à aprendizagem de nossos alunos. Além de que, as WebQuets oportunizam a produção de materiais de apoio ao ensino de todas as disciplinas de acordo com as necessidades do professor e seus alunos (BARROS 2005, p. 4)

Silva (2008, p.47) em seu conceito sobre WebQuest destaca o papel do professor e do aluno:

A WebQuest irá orientar a “navegação” do estudante na grande rede de computadores a fim de se obter a construção e reconstrução de conhecimentos ali encontrados. Ele estará mais concentrado em seu tema de pesquisa, com um processo definido para executá-la, com tarefas e recursos predefinidos. O ensino não consistirá apenas em dizer o que o estudante deve fazer, ao contrário, o professor irá tornar-se um questionador, um organizador, ira estruturar problematizações desafiadoras e fornecer apoio para a execução do estudo. Portanto, são estratégias que aumentam a motivação do aluno que, estando motivado não somente faz mais esforços, como está mais alerta a realizar mais conexões, o que resulta em uma aquisição de conhecimentos significativos

Através do trabalho com WebQuest pode-se evitar grave problema do copiar/colar e em conseqüência o plágio. Para isso, nas Tarefas colocar atividades que evitem respostas simples e diretas, levando os alunos a relacionar, comparar, descrever, sintetizar, opinar, discutir, consultar em diversas fontes e referenciar corretamente, representar os conhecimentos com mídias diversas, criar, ser autor e respeitar a autoria:

Entende-se, desta forma, que a pesquisa deve possibilitar ao aluno oportunidade para que elabore as suas próprias hipóteses e teorias, para que recrie seus próprios conceitos com base no questionamento do problema que se apresenta e, nesse sentido, a pesquisa somente poderá ser considerada na sua plenitude se conseguir levar o aluno a desenvolver capacidades cognitivas ao nível da análise, síntese e avaliação. Da mesma forma, o principal objetivo de uma WebQuest enquanto estratégia de pesquisa orientada é que seja capaz de proporcionar uma “aprendizagem ativa”, ou seja, conseguir que os alunos transformem e assimilem os conhecimentos que já têm em estruturas de conhecimentos mais complexas e elaboradas (BOTTENTUIT JUNIOR e COUTINHO, 2011,  p. 6)

Na figura abaixo a Taxionomia de Bloom revisada segundo a metodologia da WebQuest destaca por Bottentuit e Coutinho 2011.

Taxonomia de Bloom (revistos) e seus objetivos paliçada a WebQuest. Fontes: Rocha (2007); Churches (2009); Paiva (2011)


O Professor ao elaborar WebQuest torna-se autor de Material Didático, o que valoriza sua atuação profissional, podendo ainda disponibilizar as WebQuest na Internet para facilitar o acesso para os alunos e compartilhar com seus colegas e demais interessados no tema.


Trabalho sobre WebQuest Apresentado na EDUTEC 2014 (Espanha)





Referências

ABAR, Celina A. A. P.; BARBOSA, Lisbete M.. WebQuest: um desafio para o
professor!. São Paulo: Avercamp, 2008

ARMSTRONG, Alison; CASEMENT, Charles. A criança e a máquina. Porto Alegre: Artmed, 2001.

BARROS , Gílian Cristina. WebQuest: metodologia que ultrapassa os limites do ciberespaço.

BEHRENS, Marilda. Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigma emergente. In: MORAN, José M.; MASETTO, Marcos T.; BEHRENS, Marilda A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 8. ed. São Paulo: Papirus, 2000.

SALATESKI, Cleonice; PEREIRA, Patrícia Sandalo. WebQuest: recurso pedagógico no ensino da matemática. Disponível em:

SILVA, Karine Xavier Soares. WebQuest: uma metodologia para a pesquisa
escolar por meio da internet. São Paulo: Blucher Acadêmico, 2008.

BOTTENTUIT JUNIOR, João Batista; COUTINHO, Clara Pereira. A WebQuest na EaD: rompendo a barreira do isolamento em cursos na modalidade a distância.  In VIII Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância - ESUD 2011.

Disponível em:
http://lite.dex.ufla.br/esud2011/images/abook_file/92469.pdf
 

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

domingo, 2 de novembro de 2014

Um tour pelas salas de aula do planeta

O fotógrafo britânico Julian Germain, com uma câmera na mão e um olhar apurado, ele roda o mundo para registrar a educação em diferentes países


Ooron Dutse, Kano, Nigéria, nível islâmico secundário 2, aula de estudos sociais 




sábado, 11 de outubro de 2014

REA - Estudo indica que muitos recursos educacionais digitais na rede têm restrições de uso e distribuição

Recursos Educacionais Abertos no Brasil: o campo, os recursos e sua apropriação em sala de aula”, lançada no dia 30/09, traz resultados de uma pesquisa realizada pela Ação Educativa, com apoio da Wikimedia Foundation, que identificou os principais atores do campo dos Recursos Educacionais Abertos (REA) no país, assim como as oportunidades e obstáculos para o uso e a apropriação destes materiais em língua portuguesa (Confira o relatório na Íntegra).

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Creative Commons


Creative Commons
Oferecer sua obra sob uma licença Creative Commons não significa abrir mão dos seus direitos autorais. Significa oferecer alguns dos seus direitos para qualquer pessoa, mas somente sob determinadas condições.

"O Creative Commons é um projeto sem fins lucrativos, de adesão voluntária, sediado na Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ele é responsável por uma nova forma de direito autoral, pois disponibiliza um conjunto de licenças para áudio, imagem, vídeo, texto e educação que permite a autores e criadores de conteúdo intelectual, como músicos, cineastas, escritores, fotógrafos, blogueiros, jornalistas, cientistas, educadores e outros, indicar à sociedade, de maneira fácil, padronizada, com textos claros baseados na legislação vigente, sob que condições suas obras podem ser usadas, reusadas, remixadas ou compartilhadas legalmente” (ARAYA; VIDOTTI, 2010, p. 97).

Ícone Atribuição
Atribuição (BY) - Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que dêem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Uso Não Comercial (NC) - Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais.
Não a Obra Derivada (ND) - Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.
Compartilhamento pela mesma licença (SA) - Os licenciados devem distribuir obras derivadas somente sob uma licença idêntica à que governa a obra original.

1 - Somente atribuição (BY)
2 - Atribuição + Compartilhamento pela mesma licença (BY-SA)
3 - Atribuição + Não a obras derivadas (BY-ND)
4 - Atribuição + Uso Não Comercial (BY-NC)
5 - Atribuição + Uso não comercial + Compartilhamento pela mesma licença (BY-NC-SA)
6 - Atribuição + Uso não comercial + Não a Obra Derivada (BY-NC-ND).

Referências
ARAYA, ERM; VIDOTTI, SABG. Criação, proteção e uso legal de informações em ambientes da World Wide Web [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. Avaliable from SciELO Books - http:books.scielo.org 

sábado, 26 de julho de 2014

Você Sabe o Que é um MOOC?



M           O          O        C

Massive            Open          Online       Course

Curso aberto, massivo (sem limites de alunos), realizado através da Web por meio de Ambientes Virtuais de Ensino-Aprendizagem (AVEA) ou outros recursos da Web 2.0. Foi idealizado para apoiar a aprendizagem ao longo da vida. 

McAuley et al (2010) definem MOOC como um curso online, aberto, gratuito e massivo. Geralmente não possuem pré-requisitos para participação, assim como emissão de certificação formal.

Segundo os precursores dos MOOC, Georges Siemens e Stephen Downes, a aprendizagem se dá nas conexões em rede. O Conectivismo, teoria da era digital, parte da premissa de que o conhecimento está no mundo e não apenas no indivíduo (MOTA e INAMORATO, 2012).

Crowley (2013), destaca que as diferenças entre os MOOCs levou ao surgimento de duas categorias principais: os xMOOCs, assim denominados devido a sua filiação à iniciativa edX e ao XConsortium, baseados em Cambridge, Massachusetts e coordenados pelo MIT e a universidade de Harvard, e os cMOOCs, também conhecidos como MOOCs conectivistas, os primeiros desenvolvidos.

Para os dois tipos, cMOOC ou xMOOC, é possível afirmar que a instituição de ensino superior que hoje não oferece educação a distância e não está pensando em como abrir o conhecimento produzido por ela para a sociedade, está atuando de forma menos competitiva (MOTA e INAMORATO, 2012).

Deste modo se você quer conhecer ou saber mais sobre um determinado tema, pesquise as ofertas de MOOC e comece seu estudo. Se dominar a Língua Inglesa encontrará mais cursos.

Onde Encontrar?

Khan Academy 

Coursera

 Miríada X 

MIT Open Courseware - OCW

edX

UDACITY

unesp aberta

VEDUCA

Mapa Mental sobre os MOOC - Autora: Mara

Confira no infográfico (Link abaixo) mais informações sobre os MOOC.

 Infográfico sobre MOOC


Referências

CROWLEY, J. (2013). cMOOCS: Putting collaboration first. Campus Technology Magazine, 1105 Media Inc., Chatsworth CA. Disponível em: http://campustechnology.com/Articles/2013/08/15/cMOOCs-Putting-Collaboration-First.aspx?Page=1. Acesso em: 15 jul. 2014.

MCAULEY, A.; STEWART, B.; SIEMENS, G.; CORMIER, D. (2010). The MOOC model for digital practice. Disponível em: http://www.edukwest.com/wpcontent/uploads/2011/07/MOOC_Final.pdf. Acesso em: 10 ago. 2013

MOTA, R.; INAMORATO, A. (2012). Jornal da Ciência. Órgão da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. MOOC, uma revolução em curso. Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=85111 Acesso em: 17 jul. 2014.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

UNESCO – O Futuro da aprendizagem móvel: implicações para planejadores e gestores de políticas

Edições UNESCO – O Futuro da aprendizagem móvel: implicações para planejadores e gestores de políticas

A publicação apresenta uma visão geral da situação atual da aprendizagem móvel, descrevendo recentes desenvolvimentos na educação formal e informal, aprendizagem inovadora e tecnologia educacional. Baseado nas tendências atuais, o relatório faz previsões para o futuro da aprendizagem móvel, como avanços tecnológicos nas áreas específicas relacionadas a esse tipo de aprendizagem.


"Muitos conjecturam que até 2030 os sistemas de educação poderão ficar radicalmente diferentes do que são hoje (UNESCO, 2012c). Mesmo que as escolas físicas continuem sendo os principais centros de aprendizagem, os novos modelos de educação provavelmente adotarão a tecnologia móvel como uma maneira de atender populações que antes não podiam ser alcançadas. Soluções de aprendizagem móvel podem ser particularmente vantajosas para instituições dirigidas a jovens e adultos que não conseguem frequentar cursos regulares por razões físicas, sociais ou econômicas." (p. 38 do Guia)


Download gratuito: http://bit.ly/ed_unesco_fb_23_07_14


Outras Publicações em espanhol:

Serie de documentos de trabajo de la UNESCO sobre aprendizaje móvil

Iniciativas ilustrativas e implicaciones políticas

Análisis del potencial de las tecnologías móviles para apoyar a los docentes y mejorar sus prácticas


quarta-feira, 23 de julho de 2014